Eles andam na contramão do surfe, são surfistas ao avesso.
- No surfe, a gente vem do fundo para o raso. No skimboard, a gente faz exatamente o contrário, a gente vai do raso para o fundo – conta Lucas, praticante do esporte.
O skimboard é das antigas, uma brincadeira para quem gostava de fazer manobras na beira do mar, mas não tinha coragem de encarar as ondas. Ou pra quem não tinha grana para comprar uma prancha. Com pedaços de madeira, os caras faziam a festa.
Em Recife, virou opção em praias onde aconteciam ataques de tubarão. Bem mais prudente, né? Depois, o passatempo se transformou em esporte e o equipamento usado pela galera evoluiu muito.
- Aqui é uma prancha diferente. É uma prancha que é chamada de espuma. Não é aquela prancha de compensado naval, de madeirite, de madeira. Aqui ela é feita comum material que é de vinycel, airex, que é umas quatro vezes mais resistente que o poliuretano, que é o caso do surfe – explica Lucas.
As manobras são inspiradas em outras modalidades. O skimboard é uma grande mistura de surfe, skate e snowboard. Em Salvador, a praia de Amaralina é uma das melhores para a prática do skimboard. A habilidade da rapaziada chama atenção de quem passa pelo lugar.
Na areia, eles agem como caçadores. Olhos fixos na água, à espera do momento certo para atacar. É um "vai e vem" danado. O esporte exige explosão, técnica e muito preparo físico.
- Antes de praticar o esporte, eu pesava cerca de 90kg. Como é um esporte que requer uma explosão física na areia, com a prática, perdi 10kg. Hoje em dia, peso 80 – conta Matheus, outro praticante de skimboard.
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